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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mostra 2014: quinta-feira tem estreia nacional e mais cinco peças entrando em cartaz







O grupo Armazém Companhia de Teatro vem a Curitiba estrear nacionalmente o espetáculo “O Dia em que Sam Morreu” dia 03, às 21h no Guairinha. Repleta de atores consagrados, a montagem “Quem tem medo de Virginia Woolf?” também entra em cartaz às 21h, no Guairão. A segunda peça que integra a Trilogia dos Sonhos – apresentada integralmente durante o festival - “Memória Inventada no Sonho de Alguém”, começa as apresentações em Curitiba também na quinta-feira, 03, às 21h, no Teatro Bom Jesus. Entram em cartaz ainda “LaborAtorial” e “Como estou hoje”, ambas no Sesc da Esquina”, às 19h e 21h30, respectivamente. Para completar, “Se Fosse Fácil, Não Teria Graça” entra em cartaz no Paiol, às 21h. Todas as peças serão reapresentadas nos mesmos horários na sexta-feira.

“O Dia em que Sam Morreu”
A estreia nacional do espetáculo “O Dia em que Sam Morreu” promete questionar os valores dos espectadores. Em tempos de banalização do mal, o que realmente tem importância? Como cenário para questões tão cruciais está um hospital. O cirurgião-chefe acredita ter poder sobre a vida dos outros e não mede esforços para chegar aonde quer, até o dia em que um jovem armado invade o hospital e a potência marginal e transgressora desse ato provoca um debate ético onde duas visões de mundo colidem.
                                   
“Quem tem medo de Virginia Woolf”
O texto clássico de Edward Albee chega à Curitiba em sua quarta montagem nacional, com Zezé Polessa, Daniel Dantas, Ana Kutner e Erom Cordeiro no elenco. Como em outros textos de Albee, nada é o que aparenta. Escrito há pouco mais de 50 anos, retrata o contexto dos Estados Unidos na época do fracasso do “sonho americano”. Imortalizado no cinema por Elizabeth Taylor e Richard Burton, em filme vencedor do Oscar em cinco categorias, o espetáculo mostra até onde podem ir as pessoas para manter seus relacionamentos, tornando o tema ainda atual e de interesse do público.

 “Memória inventada no sonho de alguém”
O amor é o tema central de “Memória inventada no sonho de alguém”, comédia romântica que faz parte da Trilogia dos Sonhos que o grupo carioca Cia Sala Escura de Teatro traz para o Festival de Teatro de Curitiba. O enredo baseia-se em ações e sonhos de um homem que, durante um passeio com seu cachorro, se apaixona por uma mulher que vê passar na rua e, ao perdê-la de vista, decide tentar sonhar com ela todas as noites na esperança de que, um dia, ao acordar, eles estejam de fato apaixonados e juntos.

“Laboratorial”
Encenado por Marcelo Valle e com direção de Cesar Augusto e Simon Will, o texto de Diogo Liberano coloca o ator interpretando a si mesmo, em uma construção que mistura realidade e ficção para propor uma reflexão sobre a vida.  As experiências vividas em cena pelo ator atravessam alguns conceitos e ideias científicas com a intenção de falar sobre mudanças de paradigmas e suas influências sobre o homem contemporâneo. O espetáculo é uma montagem da Cia dos Atores.

“Como estou hoje”
O espetáculo é o outro monólogo da Cia dos Atores que integra a programação do Festival de Curitiba. Encenado por Marcelo Olinto, a peça é a estreia do coreógrafo João Saldanha como diretor. Foi o ator quem convidou o coreógrafo, que acabou por assinar também o texto. Para Olinto, essa troca de experiências com companhias e profissionais de fora do grupo é um dos trunfos da Cia dos Atores. A peça, um misto de teatro e dança, dialoga com o público a respeito de hábitos construídos através do que vestimos.

“Se fosse fácil, não teria graça”
A tragicomédia conta a trajetória do próprio ator e diretor da peça, o palhaço Nando Bolognesi. Nando tem esclerose múltipla desde os 21 anos e transforma a doença em comédia, numa “sit down tragedy”, como ele mesmo define, em um contraponto bem-humorado ao termo stand up comedy. "Nunca gostei de stand up comedy", diz. Bolognesi usa a doença - degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante - a seu favor. Em sua montagem, o ator mostra como é possível superar dificuldades aparentemente intransponíveis como uma maneira de levar a vida além de seus próprios limites.

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