Páginas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AsBEA e Apex-Brasil promovem seminário internacional para capacitação de escritórios de arquitetura.


Parte das ações do Programa de Internacionalização da Arquitetura Brasileira, evento abordou modelos negócios e contratos no país e no exterior. Apresentou ainda o exemplo de escritórios de arquitetura que internacionalizaram sua atuação.

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) promoveram em São Paulo (SP), no dia 23 de outubro, o Seminário Internacional Honorários, Autoria e Contratos nos Serviços de Arquitetura - A realidade Brasileira e Global, que reuniu 200 profissionais representando diferentes empresas do setor nacional.
Parte das ações do Programa de Internacionalização da Arquitetura Brasileira (Built by Brazil), o evento teve por objetivo capacitar empresarialmente os escritórios para atuação em um mercado cada vez mais globalizado. O programa do seminário ofereceu aos participantes um panorama de como são feitas as contratações no Brasil e no exterior, como são definidos honorários e questões relacionadas à autoria dos projetos, por meio de palestras ministradas por profissionais do Brasil, Colômbia, Espanha e Estados Unidos. A conclusão principal é que necessário definir o escopo de trabalho dos arquitetos brasileiros, uma vez que o cálculo de honorários é consequência da mensuração da complexidade desse escopo.
Atuando em um mercado global – Parte do seminário foi dedicada à exposição de exemplos de escritórios que expandiram as fronteiras dos seus negócios. Foi apresentado o case do escritório brasileiro RoccoVidal, que passou recentemente por um processo de fusão com o norte-americano Perkins + Will, dando origem à RoccoVidal P+W, agora base de operações do grupo na América do Sul. Segundo o arquiteto Fernando Vidal, o processo de união foi baseado na soma de expertises. “O mercado de arquitetura é global. É preciso pensar em modelos de negócios que envolvam a cooperação transnacional, a troca de conhecimentos”, disse em sua palestra. O profissional lembrou que para estar apto a parcerias internacionais, os escritórios brasileiros devem estar estruturados empresarialmente, com processos bem desenvolvidos e em dia com questões fiscais e trabalhistas, por exemplo.
Outra experiência destacada foi a do arquiteto espanhol Fermin Vazquez, do escritório b720, responsável por projetos em vários países, inclusive no Brasil. Na visão de Fermin, a internacionalização dos negócios da arquitetura se dá pela criação de uma marca, com uma assinatura de projeto identificável, e por meio da cooperação transnacional. No caso do b720, este segundo item foi fundamental: vários dos projetos realizados na Espanha foram desenvolvidos em colaboração com arquitetos estrangeiros, como o francês Jean Nouvel (Torre Agbar) e o japonês Toyo Ito (Torre Porta Fira). “Essas experiências colaborativas nos levaram para fora”, revelou.
Concursos internacionais de arquitetura também foram elencados entre os caminhos possíveis para a internacionalização. A arquiteta colombiana Ximena Samper, do escritório G. X. Samper, citou os concursos que estão sendo promovidos pela prefeitura de Bogotá para projetos de renovação urbana. As oportunidades são voltadas para profissionais do mundo todo, com a exigência de que devam trabalhar em parceria com escritórios locais.
Já decano Lluís Comeron, do Colégio de Arquitetos da Catalunha, lembrou o papel das entidades na promoção da valorização da profissão e na articulação institucional para a formação de parcerias transnacionais. O mesmo tópico foi destacado pelo arquiteto norte-americano RK Stewart, ex-presidente American Institute (AIA).
Parceria institucional – Presente ao evento, o coordenador da Unidade de Projetos da Apex-Brasil, Paulo Silva, reafirmou o compromisso da agência em apoiar os escritórios brasileiros no processo de internacionalização. Os esforços no momento, disse, concentram-se na promoção dos diferenciais da arquitetura brasileira no exterior. “Precisamos de mais Oscar Niemeyeres no Brasil”, disse em uma referência à projeção do arquiteto no exterior, inspiração para esse trabalho que busca ampliar a presença dos profissionais brasileiros no cenário internacional.
Para o presidente da AsBEA, Eduardo Nardelli, o momento é de oportunidades para os escritórios de arquitetura brasileiros, em negócios no país e no exterior e em parcerias com escritórios estrangeiros. Nesse contexto, acredita, o projeto da Apex-Brasil assume fundamental importância ao oferecer capacitação e atualização aos escritórios para que possam lidar com as demandas de um mercado global.
Calendário – Até o final de 2012, Programa de Internacionalização da Arquitetura Brasileira (Built by Brazil) tem mais duas ações programadas. Em 22 de novembro, em São Paulo, será promovido o Seminário Internacional de Aprovação Projetos, com foco em processos na esfera pública. Serão apresentadas experiências do Brasil e de outros países, como o sistema digital de aprovações recém-implantado pela prefeitura paulistana e o sistema utilizado em Singapura, onde o processo de aprovação dura, em média, 26 dias. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site da AsBEA (asbea.org.br). Em 11 dezembro, como parte do projeto imagem, o destaque é o Prêmio AsBEA, cujo objetivo é reconhecer o potencial criativo dos escritórios brasileiros de arquitetura.

Built by Brazil
O Programa de Internacionalização da Arquitetura Brasileira é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) visando às exportações de serviços de arquitetura. Seu foco é o fortalecimento e a abertura do mercado externo para o setor nacional e o desenvolvimento de uma cultura exportadora entre os escritórios. As ações do programa incluem promoção comercial, articulação institucional, inteligência de mercado e fortalecimento da imagem setorial. Mais informações em: www.builtbybrazil.com.br
Fonte: Mnadarim Comunicação.
São Paulo/SP.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada,por nos deixar sua opinião.