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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Neurologista do VITA Batel realiza palestra gratuita sobre Alzheimer.

 
 
Dra. Ester London
 
 
 
 
 
Encontro para alertar e informar população sobre a doença será realizado no sábado (29), na Associação Médica do Paraná
No mês do Dia Mundial de Combate ao Alzheimer (21 de setembro), a médica Ester London, neurologista e chefe do serviço de neurologia do Hospital VITA Batel, realiza palestra gratuita sobre o mal que acomete 1,2 milhão de pessoas no Brasil. O encontro, voltado a cuidadores de idosos e familiares de pacientes com a doença, será realizado no próximo sábado (29), a partir das 9h, na sede da Associação Médica do Paraná, localizada no bairro Água Verde, em Curitiba.

Durante a palestra "Cuidados na Doença de Alzheimer" a médica vai explicar como é feito o diagnóstico, o tratamento e os estágios da doença. Segundo Ester, devido ao aumento da expectativa de vida e por ser uma doença que atinge frequentemente os idosos, é preciso estar atento aos primeiros sintomas da demência e, assim, poder retardar seus efeitos.

A neurologista explica que as causas do Alzheimer ainda não são totalmente conhecidas, mas existe relação com algumas mudanças nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Trata-se de uma doença neurodegenerativa que acomete, principalmente, pessoas com mais de 65 anos, mas há registro de pacientes com início por volta dos 50 anos. Tem como principal característica a perda das habilidades cognitivas, como memória, raciocínio e alterações de comportamento. "Daí a importância de diagnosticar precocemente e começar o tratamento o mais cedo possível", ressalta.

Alguns estudos citam fatores importantes para o desenvolvimento da doença: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

Estatísticas - Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), atualmente a doença de Alzheimer atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Pesquisas científicas comprovam que um novo caso de demência aparece a cada sete segundos, fazendo com que o número de pessoas com a doença no mundo duplique a cada 20 anos.

Um relatório divulgado este ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Alzheimer's Disease International (ADI - Associação Internacional da Doença de Alzheimer) revelou que em 2010 o número de pessoas que já conviviam com a demência em todo o mundo estava em 35,6 milhões. Com a estatística de duplicar a cada 20 anos, a previsão é que chegue a 65,7 milhões em 2030, e a 115,4 milhões em 2050.

As vagas para a palestra são limitadas e a participação é gratuita. As inscrições podem ser realizadas pelo telefone 41 3883-8465 (Hospital VITA Batel). As primeiras 50 pessoas que chegarem ao evento receberão um livro e um CD com explicações sobre a doença de Alzheimer, intitulados "Você Não Está Sozinho" - escrito por Vera Pedrosa Caovilla e Pedro Renato Canineu, publicado pela Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A obra tem como o objetivo preparar o leitor para a responsabilidade e sobrecarga que é cuidar de um portador da doença de Alzheimer. As orientações do dia-a-dia abordam os seguintes aspectos: medicina, psicologia, enfermagem, nutrição, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, odontologia e relações sociais.


Serviço
Palestra "Cuidados na Doença de Alzheimer"
Local: Associação Médica do Paraná - Rua Cândido Xavier, 575, Água Verde, Curitiba - PR
Data: sábado, 29 de setembro, a partir das 9h
Publico alvo: cuidadores de idosos e familiares de pacientes com Alzheimer
Inscrições gratuitas: 41 3883-8465 (Hospital VITA Batel) - vagas limitadas


Mais informações

Mal ou doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer:
é a forma mais comum de demência. Foi descrita pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer e, por isso, leva esse nome.

Estágios progressivos do Alzheimer
Leve: confusões e perda de memória, desorientação espacial, dificuldade progressiva no cotidiano, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento.
Moderado: dificuldades nos atos de vida diária (especialmente em banhar-se, vestir-se e alimentar-se), ansiedade, delírios e alucinações, agitação noturna, alteração no sono, dificuldade de reconhecimento de amigos e familiares.
Grave: diminuição acentuada do vocabulário, diminuição do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, dependência progressiva de um cuidador.

Sintomas - O sintoma inicial mais comum é a perda de memória a curto prazo (dificuldade em lembrar de fatos recentes). Geralmente o doente não consegue perceber a sua dificuldade e são os familiares que o levam ao médico. Alguns sintomas são falsamente relacionados com o envelhecimento ou com o estresse. Com o avançar da doença aparecerão novos sintomas como: perda da capacidade de atenção, perda da memória semântica (dificuldades na linguagem, perda de vocabulário), confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, sintomas depressivos, falhas na linguagem, perda de memória de longo prazo. No último estágio da doença pode não reconhecer mais os familiares e torna-se totalmente dependente.

Diagnóstico - Se dá através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

Como proceder - Ao apresentar qualquer um dos sintomas acima descritos, o paciente deve buscar um neurologista para ser avaliado. O tratamento visa retardar o máximo possível a evolução da doença e orientar a família sobre a evolução da mesma. A prevenção é sempre a melhor alternativa, por isso deve-se manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e intelectuais e, principalmente, atentar para os sinais enviados pelo organismo.
 
Fonte: Centrel Press.

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